O setor editorial espanhol encerrou 2025 com números que, à primeira vista, pareciam triunfais: 76 milhões de livros impressos vendidos, culminando em um faturamento de quase 1,25 bilhão de euros. Contudo, essa aparente bonança esconde uma fragilidade estrutural profunda, conforme revelado no XXVII Congresso de Livrarias em Valência.
Dados da LibriRed, ferramenta da Confederação Espanhola de Grêmios e Associações de Livreiros (CEGAL), que monitora mais de mil livrarias independentes, expuseram uma realidade preocupante: quase metade dos títulos disponíveis sequer vendeu um exemplar. Detalhadamente, apenas 4,5% dos livros superam a marca de 100 exemplares vendidos, um volume que frequentemente não é suficiente para cobrir os custos de lançamento.
Isso significa que chocantes 95,5% dos livros que chegam às livrarias espanholas têm um impacto econômico irrisório, ou são diretamente deficitários. O levantamento, que abrange romances, ensaios e quadrinhos (exceto vendas da Amazon e manuais escolares), aponta para uma superprodução que inunda o mercado com títulos sem apelo, gerando ineficiência e desperdício de recursos na cadeia editorial. Essa bolha de publicações, onde a quantidade supera em muito a demanda efetiva, lança sérias questões sobre a sustentabilidade e o futuro do modelo de negócios editorial no país. Com informações de Xataka.
Fonte · Xataka



