Lançada em 1977, a Voyager 1 é um milagre da engenharia e da persistência humana. Agora, a mais de 24 bilhões de quilômetros da Terra, a sonda enfrenta seu inimigo mais implacável: a escassez de energia. Em uma manobra de gestão de recursos extremas, engenheiros da NASA enviaram um comando para desligar o instrumento de Ciência de Plasma (PLS), visando prolongar a vida útil da missão no espaço interestelar.
A decisão de sacrificar o PLS foi estratégica e técnica. O instrumento, projetado para medir o fluxo de partículas ionizadas, já operava com utilidade reduzida desde que a sonda cruzou a heliopausa em 2012. Devido à orientação atual da Voyager 1 em relação ao fluxo de plasma interestelar, os dados coletados tornaram-se escassos, tornando-o o candidato ideal para a desativação em favor da economia de watts preciosos.
Este desligamento seletivo faz parte de um esforço contínuo para manter os quatro instrumentos científicos restantes em operação pelo maior tempo possível. Cada ajuste fino no consumo energético dos geradores termoelétricos de radioisótopos (RTGs) é uma tentativa de garantir que a Voyager 1 continue enviando sinais do vazio profundo, possivelmente alcançando seu 50º aniversário de operação em plena atividade.
Com informações de Hacker News e NASA.
Fonte · Hacker News



