A Anthropic, startup por trás do aclamado modelo de inteligência artificial Claude, parece ter encontrado o caminho de volta aos salões de Washington. Em um movimento que sinaliza o fim de um breve inverno diplomático, o CEO Dario Amodei reuniu-se na última sexta-feira com a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent. O encontro, descrito como "construtivo", marca uma tentativa de alinhar o avanço tecnológico em larga escala às prioridades da administração Trump.

A reaproximação ocorre em um momento de ambivalência institucional. Enquanto o Pentágono recentemente rotulou a empresa como um risco potencial à cadeia de suprimentos — fruto de negociações frustradas sobre o uso militar da tecnologia —, outros braços do governo já pavimentam o terreno para sua adoção. Relatos indicam que o próprio Bessent e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, têm encorajado grandes instituições financeiras a testarem o Mythos, o mais novo e potente modelo da Anthropic.

Para Jack Clark, cofundador da empresa, o atrito com o Departamento de Defesa não passa de uma "divergência contratual pontual". Otimista, a startup agora foca em estabelecer protocolos que permitam ao governo monitorar e utilizar seus sistemas sem os entraves da burocracia militar. O saldo da reunião sugere que, para a Casa Branca, o pragmatismo econômico e a manutenção da liderança na corrida da IA podem pesar mais do que as reticências iniciais da inteligência de defesa.

Com informações de Olhar Digital.

Fonte · Olhar Digital