Anders Sandberg, pesquisador do Future of Humanity Institute da Universidade de Oxford, encara a finitude biológica com o pragmatismo de um engenheiro diante de um sistema falho. Para ele, a morte não é um evento poético ou inevitável, mas um problema técnico que a medicina contemporânea ainda não sabe resolver. Por isso, ao morrer, Sandberg não quer flores, mas nitrogênio líquido.
O plano consiste na criopreservação de seu cérebro. Assim que a morte legal for declarada, o órgão será submetido a um processo de vitrificação para evitar a formação de cristais de gelo que destruiriam as estruturas celulares. A ideia é manter a arquitetura neural intacta até que a tecnologia — seja via nanorrobótica ou digitalização da mente — seja capaz de "religar" sua consciência em um novo suporte.
Críticos apontam que a criogenia beira a pseudociência, dada a falta de provas de que a reanimação de tecidos complexos seja possível. Sandberg, contudo, encara a escolha sob a ótica da teoria dos jogos: o custo da preservação é finito, enquanto o benefício de uma possível vida futura é inestimável. Entre a aniquilação certa e a incerteza do frio, ele prefere a segunda opção. "É melhor do que estar morto com certeza", resume.
Com informações de Dagens Nyheter.
Fonte · Dagens Nyheter



