A Aston Martin, célebre por seus carros de luxo e seu distintivo logotipo alado, está novamente nos tribunais do Reino Unido para contestar o uso de um emblema similar pela subsidiária de táxis elétricos da Geely, sua acionista majoritária. A disputa, que remonta a uma decisão de três anos atrás, reacende o questionamento sobre a originalidade e a proteção de marcas no competitivo cenário automobilístico global.
Em 2021, o Escritório de Propriedade Intelectual do Reino Unido havia julgado favoravelmente à Geely, argumentando que distintivos alados são comuns na indústria, citando exemplos como Mini e Bentley. Contudo, a Aston Martin, que utiliza um design alado desde 1927, busca reverter essa decisão, intensificando a tensão entre as duas gigantes automotivas.
A Geely, por sua vez, minimiza a importância do litígio, classificando-o como um "processo legal rotineiro de confirmação de marca" e negando qualquer animosidade. O conglomerado chinês, que também detém participações significativas em marcas como Volvo, Polestar e Lotus, enfatiza a independência operacional entre suas empresas. Este embate legal sublinha os desafios inerentes à gestão de propriedade intelectual num ecossistema empresarial cada vez mais interligado, onde parcerias estratégicas podem, paradoxalmente, dar origem a conflitos jurídicos.
Com informações de The Drive.
Fonte · The Drive



