A China está empenhada em uma massiva expansão de sua infraestrutura de energia limpa. As duas gigantes estatais de energia do país, State Grid e China Southern Power Grid, investiram 167,5 bilhões de yuans (cerca de US$ 24,5 bilhões) somente no primeiro trimestre de 2026. Há planos ambiciosos de investir anualmente 1 trilhão de yuans (aproximadamente US$ 146 bilhões) durante o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), visando principalmente a conexão de novas fontes de energia renovável à rede.
Apesar do volume colossal de investimentos, a capacidade da rede elétrica chinesa de absorver essa oferta crescente de energia renovável já está no limite. As taxas de utilização de energia solar e eólica registraram quedas, atingindo 90,8% e 91,5% respectivamente em janeiro e fevereiro de 2026. Esses números preocupam, aproximando-se dos limites mínimos que o governo chinês havia flexibilizado há apenas dois anos, conforme apontado pela Bloomberg.
Essa situação indica um dilema crítico: enquanto a China acelera a produção de energia limpa, a infraestrutura de transmissão e distribuição enfrenta dificuldades para acompanhar o ritmo, gerando gargalos que podem comprometer a eficiência da transição energética do país. A desconexão entre a geração e a capacidade de rede exige soluções urgentes para evitar o desperdício de energia e garantir a estabilidade do fornecimento.
Fonte · Carbon Brief



