Na década de 1980, o vilarejo de Shenzhen foi o laboratório de uma abertura econômica que o transformou em uma das maiores potências tecnológicas do mundo. Agora, a China escala essa ambição para uma dimensão geográfica sem precedentes. O alvo é Hainan, uma ilha tropical conhecida como a "Ibiza chinesa", que está sendo convertida integralmente em uma plataforma de livre comércio com regras próprias.

A grande virada de chave é a separação do regime aduaneiro de Hainan em relação ao restante do país. Ao criar uma fronteira econômica distinta, Pequim transforma a ilha em uma porta de entrada facilitada para o mercado chinês, reduzindo burocracias e atraindo capital estrangeiro. Diferente dos polos industriais do século XX, o projeto atual foca em serviços, tecnologia de ponta e inovação de escala global.

O experimento é uma tentativa de redefinir como o território pode ser usado para testar políticas de abertura sem comprometer a estabilidade do continente. Hainan deixa de ser apenas um destino de férias para se posicionar como um nodo estratégico, onde a lógica de mercado e o controle estatal buscam um novo equilíbrio. É a China revisitando seu modelo de sucesso dos anos 80, mas com uma ambição proporcional ao seu novo status de superpotência.

Com informações de Xataka.

Fonte · Xataka