A recente aquisição da startup chinesa Manus pela Meta por US$ 2 bilhões, oficializada no final de 2025, tinha como propósito declarado impulsionar a gigante de tecnologia no competitivo setor de inteligência artificial. A estratégia envolvia integrar a equipe de 100 especialistas da Manus ao quadro da Meta, fortalecendo seus esforços para desenvolver modelos de IA de alta performance.
Contudo, a transação gerou uma reação enérgica por parte da Comissão de Segurança Nacional da China. A entidade classificou a compra como uma ação “conspiratória”, cujo objetivo principal seria enfraquecer a autonomia e o poder tecnológico chinês no cenário global.
Este episódio sublinha a crescente tensão geopolítica em torno do domínio da inteligência artificial, onde o movimento de grandes corporações ocidentais em relação a talentos e tecnologias chinesas é cada vez mais scrutinizado pelas autoridades de Pequim. A disputa por supremacia tecnológica se manifesta não apenas no desenvolvimento, mas também na aquisição estratégica de ativos.
Com informações do Financial Times.
Fonte · Exame Inovação



