Uma investigação jornalística liderada pela Investigate Europe, com a participação de veículos como o El País e The Guardian, revelou como Microsoft e o grupo de pressão DigitalEurope – que representa empresas como Amazon, Google e Meta – atuaram para incluir uma cláusula de confidencialidade na legislação da União Europeia. Tal dispositivo impede o acesso público a informações fundamentais sobre o impacto ambiental dos centros de dados.

A manobra legislativa impede que o público e as autoridades fiscalizem o consumo de energia e outros dados relevantes para a pegada ecológica dessas vastas infraestruturas digitais. A opacidade gerada contrasta com o discurso de sustentabilidade frequentemente adotado por essas corporações.

Especialistas e ativistas ambientais alertam que a falta de transparência dificulta a avaliação do real custo ambiental da crescente demanda por serviços digitais. A decisão política de ceder a essa pressão corporativa levanta preocupações sobre a capacidade regulatória da União Europeia em face do poder das grandes empresas de tecnologia.

Com informações de El País Tecnología.

Fonte · El País Tecnología