Para cada mulher no planeta, a menopausa é um destino biológico inevitável, frequentemente acompanhado por sintomas que corroem a qualidade de vida, como ondas de calor, depressão e o declínio da saúde sexual. No entanto, o sistema de saúde muitas vezes falha em oferecer agilidade, deixando pacientes em longas filas de espera que agravam o desgaste físico e emocional de forma desnecessária.

Um grupo de 22 especialistas suecos, composto por médicos e parteiras, defende agora uma mudança estrutural na gestão desse cuidado: permitir que parteiras e enfermeiras obstetras tenham autonomia para prescrever tratamentos hormonais. A medida visa desafogar os consultórios de especialistas e garantir que o suporte clínico chegue no momento em que os primeiros sinais aparecem, e não meses depois.

A proposta reflete uma necessidade global de repensar o fluxo de atendimento na saúde da mulher. Ao descentralizar a prescrição, o sistema de saúde não apenas otimiza seus recursos humanos, mas reconhece a menopausa como uma fase de transição que exige gestão contínua e acessível, tratando o bem-estar feminino como prioridade de saúde pública.

Com informações de Dagens Nyheter.

Fonte · Dagens Nyheter