A cena é comum em qualquer metrópole: academias equipadas com tecnologia de ponta, mas cujos aparelhos permanecem subutilizados após o ímpeto inicial de janeiro. Luís Canevari, herdeiro da tradicional academia Corpus em São Paulo, transformou essa observação cotidiana em um modelo de negócio tecnológico. O desafio, ele percebeu, não era a falta de infraestrutura, mas a ausência de constância dos alunos.

Para enfrentar o problema, o Grupo Trendx desenvolveu uma linha de equipamentos de cardio que integra biometria facial diretamente no hardware. A tecnologia, que será apresentada na FIBO Global Fitness 2026 em Colônia, na Alemanha, visa criar uma ponte de dados mais robusta entre o esforço físico e o acompanhamento institucional, automatizando o registro de presença e performance de forma passiva.

Ao remover as barreiras de login manual e monitorar o engajamento em tempo real, a empresa espera mitigar as taxas de evasão que corroem as margens de lucro do setor. É a aplicação da internet das coisas ao comportamento humano, tentando resolver, por meio da engenharia de dados, um dilema que até agora era tratado apenas como uma questão de força de vontade.

Com informações de Exame Inovação.

Fonte · Exame Inovação