Há três décadas, a China tem sido o epicentro da mineração de terras raras, elementos cruciais para a fabricação de smartphones, veículos elétricos e equipamentos de energia renovável. No entanto, essa hegemonia tecnológica tem um custo ambiental altíssimo.

Regiões mineradoras enfrentam uma degradação ambiental sem precedentes. A extração desses minerais envolve processos que liberam resíduos tóxicos, contaminando vastas extensões de corpos d'água e comprometendo a qualidade do ar. Os impactos são sentidos não apenas nas comunidades vizinhas às minas, mas se espalham por ecossistemas distantes, gerando um passivo ambiental de difícil remediação.

O modelo chinês de produção de terras raras levanta questões urgentes sobre a sustentabilidade da nossa cadeia tecnológica global. A demanda crescente por esses materiais impulsiona métodos de extração que, embora eficientes economicamente no curto prazo, representam uma ameaça a longo prazo para o planeta e para a saúde das populações locais.

Com informações de Sciences et Avenir.

Fonte · Sciences et Avenir