No universo da logística e transporte de cargas, uma prática insidiosa tem ganhadoproeminência: as "transportadoras camaleão". Detectadas em uma investigação aprofundada pelo programa "60 Minutes", essas empresas operam em uma rede obscura, constantemente mudando de nome para escapar de penalidades e auditorias de segurança. O foco da prática reside em maximizar lucros, mesmo que isso signifique comprometer a segurança, ignorando normativas sobre jornada de trabalho e a manutenção adequada dos veículos.

Durante oito meses, "60 Minutes" entrevistou motoristas e consultores, desvendando como essas transportadoras criam e descartam entidades corporativas, abandonando o histórico de negligência. A Super Ego Holding, uma rede com ligações na Sérvia e atuação nos Estados Unidos, foi um dos nomes mais proeminente na reportagem. "O objetivo é simples: focadas em receita, essas empresas operam até a exaustão para fazer o máximo de dinheiro possível," explica Rob Carpenter, consultor de segurança de transporte à equipe do "60 Minutes".

A estratégia de "reencarnação" permite que essas companhias evitem as consequências de falhas operacionais e de segurança. Ao "abandonar o histórico", elas continuam a operar, muitas vezes com equipamentos inadequados e motoristas sobrecarregados, pondo em risco não apenas a vida dos condutores, mas também a segurança nas estradas. O problema sublinha a lacuna nas fiscalizações e a audácia de quem explora as brechas do sistema em nome do lucro fácil.

Com informações de The Drive.

Fonte · The Drive