Durante anos, o ideal estético de moradia foi pautado pela neutralidade asséptica das paredes brancas — uma herança do minimalismo que buscava amplitude e limpeza visual acima de tudo. No entanto, o cenário está mudando. Profissionais do setor, como o pintor sueco Erik Stålberg, relatam que a demanda por cores vibrantes e estampas complexas nunca foi tão alta, sinalizando um cansaço coletivo da chamada "estética do vazio".

Segundo Stålberg, o verde e os grandes padrões geométricos ou orgânicos tornaram-se os novos favoritos dos clientes. Essa transição sugere uma busca por ambientes que expressem mais personalidade e conforto sensorial, distanciando-se da frieza das galerias de arte modernas para abraçar um aconchego mais tátil e visualmente rico.

Para aqueles que desejam aderir à tendência sem necessariamente contratar um especialista, o segredo reside na preparação e na paciência. O uso de papéis de parede, antes visto como um desafio técnico para amadores, ressurge como uma ferramenta de expressão individual, permitindo que o morador reassuma o papel de curador do próprio espaço.

Com informações de Dagens Nyheter.

Fonte · Dagens Nyheter