Viagem pro Futuro

Tecnologias do cinema para vida real

Estamos avançando para uma era em que as revoluções tecnológicas se tornam cada vez mais aceleradas. Com isso, muitas das invenções que vemos em filmes de ficção científica já são realidade

Mas a indústria cinematográfica não é a responsável pelas diversas ideias inovadoras e revolucionárias que vemos nas produções de Hollywood. Todas estas inspirações vêm através de fontes de grandes futuristas. 

A Futurologia é uma maneira de prever, de forma científica, como será o possível e mais remoto futuro da humanidade, com o objetivo de abordar a maior quantidade de cenários plausíveis. O trabalho de um futurólogo é indicar o que poderá acontecer definindo cenários possíveis, prováveis e desejáveis e buscar entender o que seguirá e o que deixará de existir ou mudará nos anos que seguem. 

Se você já é um pouco mais velho, talvez perceba de maneira mais drástica as mudanças que os avanços tecnológicos desempenharam em nosso cotidiano, e deve se lembrar também de como elas já foram representadas em grandes produções:

Robôs Humanóides

Em AI – Inteligência Artificial, lançado em 2001 e dirigido pelo famoso Steven Spielberg,  David Swinton (Haley Joel Osment) é o primeiro robô humanóide programado para amar. Ele é adotado por um casal cujo filho está em estado vegetativo e, apesar de aos poucos ir se tornando membro da família sofre com o preconceito e a rejeição tanto de humanos quanto das outras máquinas.

Cena do filme AI – Inteligência Artificial, 2001

Conhecidos na vida real como Synth’s (Syntetic Humanoids) – robôs feitos para se parecerem com humanos. Em 2016 o robô Sophia foi ativado pela primeira vez. Criada pela Hanson Robotics, seu rosto foi modelado em silicone com base nos rostos da esposa de Hanson e da atriz Audrey Hepburn e possui dezenas de pequenos motores na face, capazes de articular expressões semelhantes as de um ser humano. Além disso Sophia consegue manter uma conversa com humanos através de seu algoritmo de inteligência artificial. 

Sophia já apareceu em programas de televisão dando declarações polêmicas, ganhou o reconhecimento como cidadã na Arábia Saudíta e já participou de filmes e clipes. 

Outros robôs que ficaram mundialmente famosos por sua tecnologia e semelhança com humanos foram Hiroshi Ishiguro 2, cópia robótica de seu criador, o engenheiro japonês Hiroshi Ishiguro e a robô Erica que apresentará um telejornal na TV japonesa. 

Memória Apagada Artificialmente 

No filme de 2004, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Jim Carrey e Kate Winslet vivem o casal Joel e Clementine. Após o término do relacionamento eles decidem contratar uma empresa especializada em apagar memórias para deletarem de suas mentes todas as lembranças que viveram juntos. 

Cena do filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, 2004

Esta tecnologia está prestes a se tornar realidade, e servirá principalmente para tratar pacientes que sofrem de estresse pós-traumático. Em 2017 uma equipe de pesquisadores do Centro Médico da Universidade Columbia e da Universidade McGill nos EUA publicou um artigo na Current Biology informando que seria possível realizar o procedimento, apagando memórias especificas mesmo de lembranças armazenadas dentro de um mesmo neurônio. 

Isto foi possível através de testes estimulando os neurônios induzidos a diferentes tipos de conexões e observando as variantes de uma proteína que era produzida pelas moléculas. Assim, eles conseguiam apagar um único tipo de memória bloqueando a proteína apropriada ou bloqueando a molécula que a produziria. 

Em 2018 cientistas da Universidade Northwestern também nos EUA conseguiram apagar memórias do cérebro de ratos. Eles descobriram que a formação de memórias em geral depende da ação de dois tipos de de aminoácidos, o glutamato e o GABA,  que seriam o principal composto auxiliar no armazenamento das memórias em nossos circuitos cerebrais. 

Na realização do experimento os pesquisadores encheram o hipocampo (responsável pela formação das memórias) de camundongos com uma droga que estimula receptores extrassinápticos de GABA, chamada gaboxadol. Assim, conseguiram mudar o caminho em que a memória de eventos estressantes era codificada, quando os receptores de GABA eram ativados pela droga, tanto nos circuitos cerebrais quanto a nível molecular.

Ciborgues

Em outubro de 1987 era lançado Robocop – O Policial do Futuro. Nele, um policial morto em combate é transformado por cientistas em um ciborgue altamente tecnológico, tendo partes de seu corpo modificadas por máquinas e com a finalidade de se tornar um super-policial para combater o crime na cidade de Detroit, no Michigan. 

Filme Robocop – O Policial do Futuro, 1987

Dentre as melhorias feitas em seu corpo estão implantes cerebrais que ajudam na tomada de decisões, implantes biônicos que lhe atribuem superforça, sistemas ópticos que possibilitam identificar rostos e obter dados geográficos, armaduras com nanotécnologia que são mais resistentes e fortes e membros cibernéticos que o possibilitam de ter mais agilidade e saltar mais longe. 

Recentemente a fabricante norte-americana Vuzix anunciou a venda para consumidores finais, de seu óculos de realidade aumentada, o Blade, que custará US$1 mil. O dispositivo possui tela inteligente com experiência de visualização transparente, sistema Android, CPU ARM quad-core, câmera de 8MP com suporte para vídeos, Wi-Fi e Bluetooth e entradas microUSD e microSD.

A empresa norte-americana de robótica Sarcos divulgou recentemente o The Guardian XO, novo exoesqueleto de corpo inteiro que irá auxiliar trabalhadores da área da construção civil. O dispositivo permitirá carregar até 90kg por um período de até oito horas e pode amplificar a força humana na proporção de 20 para 1. 

Qual tecnologia da ficção você gostaria de experimentar no futuro? 

editor

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